Rua Episcopal, 1.500 - Centro - Cep. 13560-570 - São Carlos/SP - Secretaria Horário: segunda à sexta-feira das 14 às 17h30 - telefones (16) 3412.7088 / 3201.1355 e-mail: igrejasc@gmail.com

NOSSO PROPÓSITO

MISSÃO: Viver as verdades do Evangelho de Jesus Cristo na vida diária, ajudar cada membro a perseverar e prosseguir para a meta (Fp 3:14), afim de que cada crente seja frutífero e desfrute de uma vida saudável, equilibrada e santa, glorificando desta forma o nome do Senhor Jesus. Proclamar o evangelho para aqueles que ainda não são nascidos de novo, através de ações evangelísticas e do bom testemunho na sociedade.

VISÃO: A partir de São Carlos/SP - Brasil - alcançar povos, nações e vidas submersas em escuridão, através do apoio e investimento na obra missionária, nacional e transcultural (At l:8). Este apoio será feito em forma de contribuição financeira, a missionários ou organizações missionárias, orações, divulgações e envio de pessoas especialmente chamadas pelo Senhor na seara.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

21.11.2010 - domingo 19 horas - Pr. Edson Quinezzi

Louvor

“... Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.
(Is 55:1-6)

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“... Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus”. (2Co 2:16-17)


O QUE É A PALAVRA DE DEUS?

A Palavra de Deus é uma revelação do próprio Deus, pois o homem jamais poderia chegar a conhecê-lo através do seu esforço ou mérito, porque Ele habita na luz inacessível na qual homem algum jamais viu ou vê.

Deus, portanto, tomou a iniciativa de se tornar conhecido para o homem. Isto é a revelação (levantar o véu). É Deus se fazendo conhecer. E nós pudemos ver a Deus através da face de Jesus Cristo.

Deus respirou sobre os escritores sagrados, a fim de que esses pudessem escrever a Bíblia. Nos originais sagrados, as pausas, as vírgulas, os pontos, todas as expressões foram inspiradas por Deus, assim, Ela é inerrante – não contém erros. Essa foi a crença da igreja primitiva e até nossos dias perdura.

Encontramos os apóstolos fazendo menção do Velho Testamento, como sendo Palavras de Deus, assim como também seu filho Jesus ao se referir a criação do homem e mulher no Éden (Gênesis)

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. (2Ti 3:16-17)

Assim, é que dizemos que a Palavra de Deus é:

Revelação
Nem ao menos através de uma escada o homem conseguiria alcançar as estrelas, tampouco o conhecimento de Deus, mas Ele pode se fazer conhecer e o fez.

Inspiração
Deus soprou sobre os escritores sagrados e estes puderam escrever sob Sua inspiração.

Inerrância
A Palavra de Deus não contém erros.

Suficiência
Não necessitamos de complementos para a Sua Palavra. Ela se basta a Si mesma. Não precisamos nos valer de artifícios; Ela nos guia e nos orienta.
Autoridade Máxima
É o próprio Deus que permeia cada Palavra dos Livros Sagrados.

Assim, podemos entender que não é a Bíblia que adoramos, ou devemos adorar, mas ao Deus “triuno” – Pai, Filho e Espírito Santo – e, para tanto, precisamos ter uma união com Cristo, qual seja: espiritual, vivencial e experimental.

“... a palavra de Deus é viva e eficaz... “ (He 4:12)

Todavia, se ficarmos somente com a Bíblia e não tivermos uma união com Cristo, seremos apenas racionais, uma vez que “... a letra mata, mas o espírito vivifica”. (2Co 3:6)

Assim como não podemos ficar apenas com Cristo, porque ficaremos místicos. Temos, portanto, de ser diligentes: leitor e estudioso, juntamente com uma vida de piedade e união com Cristo.

Mas também de nada adianta querer convencer alguém sobre a Palavra de Deus, porque isso é obra do Espírito Santo. E, nesse instante devo me perguntar se estou convencido, pois se há esse convencimento é porque o Espírito quem fez a obra em mim.

Nós não somos falsificadores ou mercadores.

Para essas coisas quem é idôneo para ser conduzido em triunfo? Para ser o bom perfume?

Quem é competente? Quem é qualificado? Quem é recomendável?

Aquele que não falsifica a Palavra de Deus. Os falsificadores sem cruz, sem renúncia, sem arrependimento, sem novo nascimento. Que se utilizam da palavra somente de forma paliativa, para tranqüilizar e enganar.

Religião somente é como ópio, apenas suaviza. São como cestas de maçãs as quais apenas as bonitas permanecem por cima.

Assim é que a PALAVRA DE DEUS nos dá sabedoria e discernimento, ao ponto de suplicar ao Pai:

“... Salvai-nos desta geração perversa”. (At 2:40)


Indicação para leituras:


O sorriso escondido de Deus - autor John Piper
O peregrino - autor John Bunyan


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Pregação Pastor Edson Quinezzi
Igreja Batista Betel São Carlos - 21.11.2010
Anotações e formatação de Inajá Martins de Almeida



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

14.11.2010 - domingo 19 horas - Pastor Davi Munhoz


Louvor:
"Quem nos separará do amor de Cristo?... (Rm 8:35-39) 
"E todos foram cheios do Espírito Santo..." (At 2:4)
"Então cantou Moisés..." (Ex 15:1- )

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FIRMES RESOLUÇÕES

Salmo 101 – “Cantarei a bondade e a justiça; a ti, Senhor, cantarei...”

Neste Salmo, Davi revela que seu ideal era glorificar a Deus. Seu desejo era que através de seu governo, a Cidade de Deus fosse purificada, para que ela e seus moradores refletissem a glória e a santidade do Deus único. Para tanto, Davi faz um pacto de obediência e fidelidade a Deus, revelado em várias resoluções.

Somos um povo que tem como ideal a Glória de Deus? Qual tem sido nossa postura como cristãos?

Devemos seguir o exemplo de Davi e sermos agentes de purificação em nossa própria vida, lar, igreja e sociedade, para que o Reino do Senhor se estenda. Não somente almejarmos o céu, mas desejarmos viver hoje, aqui, como habitantes desse céu de Santidade.

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (!Co 10:31)  

I- FIRMES RESOLUÇÕES NA VIDA PESSOAL

1. Cantar em louvor ao Senhor por sua Misericórdia (hesed) e Justiça

“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”. (Ef 5:19)

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”. (Cl 3:16)

“Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”. (He 13:15)

Quando cantamos estamos cultivando nossa vida espiritual.

Jesus cantava - “E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras”. (Mt 26:30)

Paulo e Silas, na prisão entoavam cânticos e todas as portas se abriram -  “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam”. (At 16:26)

Moisés e o povo entoavam cânticos ao saírem do Egito - “Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro”. (Ex 15:1)

Uma pessoa cheia do Espírito Santo entoa louvores a Deus.

Mas, se queremos cantar o amor, a justiça e a misericórdia de Deus devemos olhar para a cruz de Cristo. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. (He 4:16)

2. Combinar o contar com um viver santo

Que o nosso cantar esteja em conformidade com o nosso viver: - “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” (MT 10:16)

“... porque sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15:5)

3. O viver santo nasce do convívio com Deus
A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”. (Cl 3:16)

4. Viver em santidade no lar

Manifestar um coração sincero dentro do lar. “Uma família sem oração é como uma casa sem telhado: aberta e exposta a tudo quanto é tempestade que cai do céu” (Thomas Brooks) – “O culto doméstico” (Dr. Joel Beeke)  
 http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adorador/culto_domestico.htm 
- (*)  sobre o assunto culto doméstico clique no link - notas Inajá -

Josué, não importando a manifestação de seu povo, a que crenças se entregavam, clamava:  “eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”. (Js 24:15)

Será que nossa família reconhece que amamos a Deus?

“Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas...” (Sl 118:15)


a. o lar é onde nossa santidade é provada
b. o mais importante é amarmos a Jesus Cristo
c. Deus abençoou o culto familiar de Josué que influenciou uma nação inteira (Js 24). Voz de júbilo na tendo dos justos (Sl 118.15)
d. "Uma família que não adora a Deus é como uma casa sem telhado

5. Não contaminar-se com o mal (obras de Belial)

Procurar não manifestar olhos de cobiça; aborrecer os hábitos pecaminosos dos ímpios e não ser dominados por eles – “Isto é, para que, juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha. Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios”. (Rm 6:12-13)

a. Olhos: cobiça dos olhos
b. Aborrecer os hábitos pecaminosos dos ímpios
c. Não ser dominado por eles (Rm 6:12-13)

II- FIRMES RESOLUÇÕES NA VIDA SOCIAL

1. Selecionar cuidadosamente amigos e pessoas de convívio próximo
Davi almejava cercar-se de homens íntegros em seu Reino; que compartilhassem o mesmo ideal e resoluções.

Para tanto, devemos nos afastar dos impuros de coração; buscar os fiéis da terra:  Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”. (1Co 15:33)

“Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais”. (1Co 5:11)

Conclusão:

Davi não alcançou perfeitamente seu ideal e nós também somos imperfeitos. Mas pela graça de Deus podemos crescer diariamente na santidade e piedade influenciando os que nos cercam.

Davi como profeta anunciou o caráter do Rei e a justiça de seu reinado. Cristo é o Rei perfeito, justo e misericordioso. Podemos ouvir a voz de Cristo neste Salmo.

O único que viveu plenamente este ideal e o cumprirá totalmente é o nosso Senhor Jesus Cristo, que vai limpar a terra da presença e da memória dos ímpios e criará novos céus e nova terra nos quais habita a justiça.

A nova Jerusalém, a cidade de Deus, a Igreja descerá dos céus e não haverá mais corrupção, miséria, mas somente paz, justiça e alegria no Espírito Santo.

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe... E a ela trarão a glória e honra das nações...” (Ap 21:1-27)

Pastor Davi Munhoz
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Palavras do Pastor Davi Munhoz
Transcrições, pesquisas e algumas anotações extras de Inajá Martins de Almeida

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

07.11.2010 - domingo 19 horas - pastor Joel Krugger de Carvalho

Louvor  Atos 2:32
"A este Jesus Deus ressucitou, do que todos nós somos testemunhas".

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CONFIANÇA EM DEUS


As pessoas vivem suas vidas e a tendência é se tornarem independentes, ao ponto de se verem a dizer que “não precisam de ninguém”, tampouco se preocuparem com os outros.
Jesus já alertava através de Mateus 24:12 que “por se multiplicar a iniqüidade, o amor de quase todos se esfriará”.
Nossa caminhada com Deus nos leva a uma dependência dEle, ao ponto de nos fazer descansar, repousar em sua sombra, em suas asas. É o que nos exemplifica Davi – ele descansava em Deus.
Ainda que o tempo para que Deus possa agir seja diferente do nosso, mesmo assim devemos confiar sem desanimar, com paciência.
Entendemos no livro do profeta Habacuque uma oração ao Senhor: ao mesmo tempo em que clama “até quando, Senhor...? coloca-se pacientemente sobre a torre e aguarda por resposta, – “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei a minha queixa”, respostas que chegam;  aquelas que vem ao tempo de Deus, sob um pedido “escreva a visão numa tábua....” pode até parecer estranho mas é cumprido  e, por fim tranqüilo, descansado, sob entrega total se deixa levar e esperar “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide... todavia, eu me alegro no Senhor... (Hc 1-3)
Sim o quanto é bom e importante nos alegrarmos no Senhor, sabendo que Ele “olha lá do céu e vê todos os filhos dos homens...” (Sl 33:13)
Davi fora ungido para reinar sobre Israel ainda bem jovem, mas somente aos 40 anos inicia sua trajetória por Judá. Primeiro Deus trabalhou sobre ele, encaminhando-o para o deserto, para as batalhas; da mesma forma o profeta Elias é levado a ser alimentado  por corvos (1Rs 17:1-7).
Podemos ainda encontrar tantos outros homens que permaneceram na presença de Deus como Abraão, José, Jeremias, Daniel, Paulo – este último, ainda que em meio a tantas tribulações, a exortar “não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. (Fp 4:6)

E nós? Podemos dizer que confiamos em Deus? Que nEle descansamos?

Pastor Joel

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apontamentos e formatação de Inajá Martins de Almeida

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

31.10.2010 - domingo 19 horas - pastor Rafael Fkatchenko

Louvor

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhe o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.”  (João 1:12)
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JESUS A FONTE DE ÁGUA VIVA

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba...” (João 7:37-39)

A Palavra de Deus fala do Espírito Santo como se fosse um rio; uma fonte que jorra água viva e, a partir do momento em que nEle cremos, Ele passa habitar em nós, ao mesmo tempo em que quer ser uma fonte em nós.

No Salmo 23, o salmista nos fala que o Senhor é nosso pastor e nos faz repousar em pastos verdejantes, junto às águas de descanso. É isso o que acontece à pessoa que está com Deus. O Espírito Santo tem o poder de enchê-la de coragem para protegê-la no cotidiano – no dia-a-dia.

Será que podemos afirmar que o medo não nos acomete?

Num mundo de tanta violência é quase que impossível afirmarmos não ter medo. Entretanto, o medo nos paralisa, impede-nos de desfrutar o que Deus tem reservado a nós. Mais ainda quando vemos notícias adversas, em que a violência é praticada em todos os cantos do planeta, além do medo sentimos revolta. Porém, quando o Espírito Santo começa fluir dentro do nosso coração, a partir do momento em que o permitimos, Ele vem para tirar tudo o quanto nos assola.

Em 1 Sm 16:1-13, vemos que “Samuel tomou o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de Davi...”

O Espírito Santo deu coragem - “ O Senhor me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu...” (1Sm 17:32-37);  capacitou-o com ousadia : “hoje mesmo o Senhor te entregará nas minhas mãos...” (1Sm 17-41-40), quando frente ao gigante Golias.

Há ocasiões em que também nos sentimos frágeis e humilhados frente a gigantes situações que nos cercam, entretanto, ainda que andemos pelo vale da sombra e da morte é o Senhor que nos prepara uma mesa e nos faz repousar em pastos verdejantes. Esta é a promessa de Deus para todos nós.

Mas, se “o Senhor é a minha luz e a minha salvação, de quem terei medo?...” (Sl 27:1-3).

Deus nos quer por inteiro; quer nos libertar do cárcere do medo, da escravidão das trevas; quer que façamos dEle  “nosso refúgio e fortaleza, socorro presente nas tribulações...” (Sl 46:1-3)
   
Ainda que más notícias venham nos constranger, Sua Palavra nos diz que não seremos abalados. (Sl 112:6-8) Porque “não recebemos o espírito de escravidão para vivermos outra vez atemorizados, mas recebemos o espírito de adoção, quando podemos clamar: Aba, Pai” (Rm 8:15)

É assim, através da Palavra que temos a certeza de que fomos recebidos como filhos. Se nós humanos, como pais queremos o melhor para nossos filhos, o que diremos então do Pai que está no céu?

Fala Paulo, que Deus não nos deu “espírito de covardia”, quando em sua 2ª epístola à Timóteo, exorta a recordação de fé que este lhe deixara; embora sendo muito jovem, sua mãe Eunice e a avó Loide, souberam lhe transmitir a grandiosidade da fé e o poder das orações.

Assim, não devemos temer qualquer situação que por ventura viermos enfrentar; ainda que obstáculos surjam em nossos caminhos para nos deter, é o Senhor que nos sustenta.

“Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”. (At 4:18-31)
  
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Pregação Pastor Rafael Fkatchenko
Apontamentos e formatação de Inajá Martins de Almeida

24.10.2010 - domingo 19 horas - pastor Edson Quinezzi

A ADMIRÁVEL IGREJA

Ct 3:6-11. 6:10. 8:5-9

Vamos imaginar a representação de uma peça teatral partindo dos capítulos três, seis e oito do Livro Cântico dos Cânticos, a qual podemos dividi-la em três atos, onde o personagem central Salomão, vem representar Jesus a surgir no deserto.

1º Ato – surge o personagem central

“Que é isso que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumado de mirra, e de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos do mercador? É a liteira de Salomão...” (Ct 3:6-11)

Em cena aparece Salomão e o cotejo que o cerca – sessenta cavaleiros escolhidos, experimentados na guerra; os notáveis de Salomão.

A figura de Salomão representa Jesus, o qual surge do deserto – aparece do nada. Ele o único, o alfa, o ômega, o princípio e o fim – o Verbo – e que vem acompanhado dos notáveis – os profetas e apóstolos. Jesus que vem trazer os fundamentos da igreja, simbolizando o Rei, como general, batalhador guerreiro que luta e triunfa.

Podemos perceber a diferença entre Davi e Salomão. Enquanto aquele era homem de guerra, que vencia batalhas através das armas, este Jesus – aqui representado por Salomão – vence pelo amor.


2º ato – a noiva, a esposa

“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol, formidável como um exército com bandeiras? (Ct 6:10 )

A noiva é a igreja de Deus que aparece marchando. Surge como a alva do dia, o brilho da aura, espancando a escuridão, trazendo a luz, alvorecer da igreja. Surge para ser a luz, o entendimento do Evangelho. Toda enfeitada, sinônimo do próprio Reino dos Céus.

Ela não está sendo vista sob nossa ótica, mas é Jesus que se admira. Ao observarmos a criação a cada passo Deus se admirava; podemos perceber Jesus se admirando e concedendo virtudes à igreja – coragem, perseverança, fé, amor, paciência, simplicidade, inocência, pureza, brilho como o sol.

O que é a igreja senão nós?

Quem imagina uma noiva vulnerável, frágil! Jesus complementa com um exército destemido, formidável, razão pela qual uma igreja conquistando ruas, bairros, aldeia, vilas, cidades, países; formidável, ostentando suas bandeiras.

3º ato – arrebatamento da igreja

“Quem é esta que sobe do deserto e vem encostada ao seu amado?” (Ct 8:5)

Neste momento é Jesus voltando com sua igreja arrebatada, ao lugar de origem. É a princesa – Sulamita – que ouve seus clamores:

“Volta, volta ó sulamita, volta, volta, para que nós te contemplemos” (Ct 6:13)

É a igreja que se reúne a Jesus no arrebatamento e dele ouve a declaração de amor:

“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte...” (Ct 8:6)

Precisamos olhar a igreja como Cristo a vê. Se olharmos para nós veremos dúvida, crítica, impaciência, porém Jesus nos olha e nos vê santificados, lavados, em glória e não em derrota.

Jesus nos vê como obra de arte acabada; como o escultor que acabara sua obra em mármore e diante da perfeição dos traços, ordena-lhe que fale, mas esta fria, gélida como pedra, permanece muda. Nós, porém, obra perfeita ante seu olhar de Pai, ordena-nos a falar e nós falamos.

Somos para Jesus um “jardim fechado” (Ct 4:12). Precisamos olhar a igreja sob a ótica de Deus.

Quem é esta? Esta é a igreja de São Carlos que está nascendo.  Esta somos nós.


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Pregação do Pastor Edson Quinezzi – Igreja Batista Betel de São Carlos
Apontamentos de Inajá Martins de Almeida
São Carlos 24 de outubro de 2010 – domingo 19 horas

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

23.10.2010 - Sábado 19 horas - Pastor Davi Munhoz

ANDANDO COMO FILHOS ADOTADOS POR DEUS
1 João 3:1-3

"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo..."

Na comunhão  graciosa que temos com Cristo, por mediação dele, desfrutamos das bênçãos gloriosas da justificação, adoção, santificação e tudo mais que nesta vida manifesta união com Ele.

I- JUSTIFICAÇÃO: Admirados com a benção da Adoção (1Jo 3.1)

O apóstolo João, com cerca de 100 anos, estava apaixonado por Deus e por seu amor revelado na grande benção da adoção. 
Deus poderia ter nos regenerado e não nos ter adotado como filhos, ou poderia ter nos justificado sem nos conceder a adoção. Um exemplo disso são os anjos que servem e adoram a Deus, mas não adotados como filhos.
Na regeneração recebemos a natureza de filhos; na justificação o perdão e a aceitação de Deus e na adoção a comunhão filial.
"Como Deus pode amar seus inimigos declarados e conceder-lhes seu convívio familiar? Que amor incomparável".
Adoção é o ato de Deus por meio do qual ele nos faz membros de sua família pela fé em Cristo. Nós que sem Cristo éramos filhos da ira, da desobediência e do diabo, a quem queríamos agradar. (Ef 2.2,3; 5.6; Jo 8.42-44)
Fomos adotados por Deus mediante a fé em Cristo (Gl 3.23; jo 1.12)

II- REGENERAÇÃO: O Deus Trino está envolvido em nossa Adoção

Deus, o Pai enviando seu Filho. Deus, o Filho conquistando esta benção na Cruz e nos concedendo a fé e o arrependimento. Deus, o Espírito Santo aplicando esta benção em nós, transformando-nos de filhos da ira em filhos de Deus.

III- ADOÇÃO: A benção da Adoção transforma nossos relacionamentos (1Jo 3.1-3)

1. Com Deus
  • Testemunho do Espírito - chamando-o de Pai pelo testemunho do Espírito (Mt 6; Gl 4);
  • Compaixão (Sl 103.13-13);
  • Providência (Mt 6.32);
  • Boas dádivas e capacitação espiritual (Mt 7.11);
  • Direção do Espírito (Rm 8.14);
  • Disciplina paternal (Hb 12.7,10);
  • Participação em seu sofrimento e glória (Rm 8.17)

2. Com o Mundo
  • Compartilhando o amor do Pai e da Hostilidade do mundo para com Deus, por isso precisamos nos preparar para dificuldades.
3. Com a Igreja
  • Comunhão espiritual com os filhos de Deus nossos irmãos
  • Membros de sua família (Ef 2) - A Igreja é um trabalho em família
4. Com o futuro
  • Herança celestial incorruptível (Gl 4.7)
  • Glorificação - seremos como Ele é
  • Manifestação dos filhos de Deus (Rm 8.23)
  • Consumação da adoção
5. Consigo mesmo
  • Santidade integral. Temos o status de pureza, mas precisamos lutar para ter a condição de puros, imitando nosso Pais celestial (Ef 5.1) e através de nossa vida e obras glorificar nosso Pai e brilhar no meio das trevas (Mt 5.16; Fp 2.15). Os filhos de Deus são conhecidos pela prática da justificação (1Jo 3.10) 
Pastor Davi Munhoz inspirado na pregação de Joel Beeke na 26ª Conferência Fiel

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Transcrição do texto por Inajá Martins de Almeida

clique no link para ver fotos do evento
 http://www.betel-fotos.blogspot.com/

17.10.2010 - domingo 19 horas - Pr Edson Quinezzi

O PERFUME DE CRISTO: o cristão exala, em triunfo, o conhecimento de Cristo
2Cor 2:12-16

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INTRODUÇÃO : 

A IGREJA DE DEUS EM CORINTO 

Paulo viajou de Atenas para Corinto muito obtido. Provavelmente não fora parte do seu programa, quando atravessou o mar até a Macedônia, virar para o sul, para a província da Acaia. Mas ele fora corrido de uma cidade macedônia para outra, e parecia que, por enquanto, não havia lugar para ele naquela província, apesar de sua certeza anterior de que Deus o chamara para evangelizá-la. É verdade que sua pregação na Macedônia não fora infrutífera; ele deixa pequenos grupos de convertidos em Filipos, Tessalônica e Beréia.

Seu coração, porém, estava cheio de temores quanto ao bem estar deles. Em Atenas ele não sofrera violência, mas a gentileza divertida com que tinham recebido seu testemunho lá, talvez tivesse sido mais difícil de aceitar do que a violência, pelo menos a violência demonstrava que algum impacto fora causado. No que dizia respeito aos efeitos positivos da sua pregação, Atenas fora bem menos encorajadora do que as cidades da Macedônia. Assim que ele chegou a Corinto, diz ele, “em fraqueza e em grande temor”. Não havia motivos para supor que Corinto lhe oferecia menos problemas do que as cidades da Macedônia. Qualquer viajante no mundo egeu daqueles dias devia saber da reputação da cidade, ela, certamente, não era um solo preparado para a semente do evangelho.

No fim, Paulo passou dezoito meses em Corinto – mais tempo do que em qualquer outra cidade, desde que partira em companhia de Barnabé de Antioquia da Síria – e, quando partiu, havia ali uma igreja grande e forte, apesar de instável. Lucas conta como, pouco depois da chegada de Paulo a Corinto, ele teve uma visão à noite, em que o Senhor lhe disse: “Não temas, pelo contrário, fala e não te cales, porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mau, pois tenho muito povo nesta cidade (Atos 18.19ª). Paulo foi fortalecido e a promessa foi cumprida, ele acabou reconhecendo que, apesar de Corinto não ter constado dos seus planos, ela ocupava um lugar de destaque nos planos de Deus para ele. Seu tempo em Corinto, e suas experiências com a igreja de Corinto durante os anos depois da sua partida, contribuíram para aprofundar sua compaixão com as pessoas e aumentar sua maturidade pastoral.

(texto extraído do livro O apóstolo da graça, de F.F. Bruce, pág 241/242.

I –  A METÁFORA DO PERFUME – comparação entre perfume e testemunho

Duas figuras de linguagem aparecem neste texto, uma compara os cristãos ao perfume, outra a um exército entrando vitorioso numa cidade.

Nós vamos começar com o versículo 15 que fala – “somos o bom perfume de Cristo”. Gostaria que você mergulhasse comigo nesta imagem do Cristão que é apresentada aqui – “Somos o bom perfume de Cristo”. Essa imagem do perfume se associa a outra, a de uma flor. Quando pensamos em perfume, pensamos em flor, em pétalas.

Somos a flor do Jardim de Deus e por isso exalamos o perfume divino. Deus nos chama para sermos flores do seu Jardim, para recriar o Éden, e dia após dia o Éden, o Paraíso perdido, está sendo recriado por Deus, na medida em que pecadores se rendem a Ele, em obediência e fé.

Cristo foi a flor que desceu do céu para exalar o perfume do amor de Deus. Mas foi flor ferida, esmagada e pisoteada sem misericórdia por homens ímpios e maus. Porém, quanto mais ferido foi, mais amor exalou, a ponto de perdoar seus inimigos. “Pai perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. (Lu 23:34)

Cristo nos chama para sermos flores do seu Jardim. Ele é a ressurreição e a vida e esta ressuscitando seu Paraíso, chamando homens para participarem da criação do novo céu e a nova terra. “Eis que faço nova todas as coisas” (Ap 21:5), diz Deus, na sua palavra. Somos chamados para sermos o bom perfume de Cristo. Para sermos flores esmagadas, pisoteadas, como ele foi. Somos chamados para ser flor ferida.

Quanto mais a carne, o diabo e mundo, nos atacarem, tanto mais exalamos o perfume de Cristo. Somos chamados para manifestar em todo lugar a fragrância, o perfume do seu conhecimento. Versículo 14 – “Graças a Deus que nos faz triunfar em Cristo e manifestar em todo lugar o cheiro, perfume, do seu conhecimento”.

Conhecimento está ligado à área da mente, do intelecto, raciocínio. Sem entendimento de Deus, conhecimento de Deus não há salvação. Em Romanos cap. 3 vs. 10 e 11 a Bíblia diz – “Não há um justo, não há um sequer, Não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus”. O pecado do homem leva-o a não entender, a não conhecer Deus.

Somos chamados para sermos o perfume de Cristo que traz para os homens o conhecimento de Deus. Isto também nos leva a conclusão que não podemos ser perfume de Deus se não conhecermos Deus.

Cabe aqui uma pergunta o que conhecemos de Deus, o que conhecemos de Cristo?

Nesta era da pós-modernidade o homem quer se guiar pelos sentimentos, pelos seus sentidos. Mas não é pelos sentidos que descobrimos Deus, mas pelo intelecto, raciocínio. O evangelho tem que passar pela mente e chegar ao coração. O homem precisa ouvir e entender.

Cheiro de Vida para Vida, cheiro de Morte para a Morte. A Palavra diz vs. 15 e 16 – “Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente cheiro de morte para a morte, mas para aqueles que se salvam, cheiro de vida para a vida”.

Você jovem, embora frequente uma igreja, endurece o seu coração, já pensou em seu pai como sendo um cheiro de morte para você? Seu pai que cuida de você com tanto carinho, não lhe deixa faltar nada, quer todo bem para você, ser um cheiro de morte para você? Mas, se você não se arrepender, ele se torna cheiro de morte para você!

Esposo, sua mulher que é tanto amorosa para você, que doa seu próprio corpo e alma para você, já pensou nela como cheiro de morte?  Mas se você não se arrepende, endurece seu coração ela é cheiro de morte para você!

Você que está aqui nesta noite com seu coração endurecido, sem comprometimento com Deus, já pensou nesta assembléia como cheiro de morte para você?

Porém, todos são chamados para o arrependimento, para a volta com Deus, e para todos que se arrependem somos cheiro de vida para a vida.

Até aqui examinamos uma das duas figuras que aparecem neste texto em análise. Examinamos a figura do perfume, cheiro, fragrância. Onde o texto diz – “Somos o bom perfume de Cristo”.

II – COMPARAÇÃO ENTRE UM EXERCITO EM MARCHA TRIUNFAL E A VITÓRIA EM CRISTO.

Agora passaremos a examinar a segunda figura. A de um exército em marcha triunfal.

Roma por um largo período da história dominou o mundo. Seus exércitos eram famosos por sua disciplina, coragem, preparo e estratégia militar. Quando voltavam vitoriosos para Roma, eram recebidos com festa pela multidão.

Imaginemos esses exércitos entrando em Roma. O estandarte romano tremulando. Os soldados com suas armaduras, o escudo reluzindo ao sol, seus pés pisando firme no chão em ritmo de marcha. A multidão em delírio esparramadas pelas calçadas. As janelas entulhadas de gente. Todos aclamando em alta voz o exército vitorioso.

À frente e nos flancos dos exércitos em marcha, jovens jogavam flores sobre os soldados, e aos seus pés. A testa do exército, o general com seu cavalo garboso, imponente, seguido de sua guarda de honra.

As flores eram pisoteadas pelos soldados e pelos cavalos e quanto mais pisoteadas, tanto mais perfume exalavam.

Paulo nos compara a um exército marchando em triunfo. 

Você é chamado à participar dessa marcha vitoriosa. Os servos de Cristo são um exército. O tempo não tem destruído esse exercito. As legiões de Roma perderam-se na poeira dos séculos, mas o exército de Cristo marcha vencendo todos os seus inimigos, o diabo, a carne, o mundo, a morte, o tempo, os reinos deste mundo, e todos os seus perseguidores.

Podemos olhar para trás e ver esse exército. Nos primeiros tempos da Igreja, após a morte dos apóstolos vemos se levantar Euzébio de Cesáreia, Crisóstomo, Apolinário, pelos idos de 400 dC Agostinho, antes da reforma os valdenses, na reforma João Huss, Jonh Knos, Zwinglio, e tantos outros. Também ouvimos as vozes dos puritanos, e em todas as eras após Cristo, a humanidade viu o testemunho de homens que não amarraram as suas vidas até a morte.

A marcha triunfal desse exército não pode parar, e Deus convida você para participar dessa marcha.

Venha experimentar da vitória dos reis dos reis, do senhor dos Senhores, do alfa e do ômega, do principio e do fim.

Unamos essas duas figuras agora.  De um lado uma frágil flor, que o vento frio fere, o sol escaldante seca, o granizo da chuva dilacera. De outro lado um exército de soldados, rudes, brutos, fortes, cheios de força e vigor, desafiadores.

É isto que o cristão é: frágil e vigoroso, com fraqueza e com força desafiadora. Somos uma for em perfume que esconde e carrega a força de exércitos mil.

III – UMA ILUSTRAÇÃO DAS METÁFORAS DENTRO DO PRÓPRIO TEXTO

Vamos agora para os versículos 12 e 13 do capítulo 2. Paulo está em Troâde e diz que uma grande porta se lhe abriu. Essa porta era a própria Troâde. Mas Paulo não consegue aproveitar essa oportunidade porque seu coração está em grande aflição.

Ele tinha marcado um encontro com Tito em Troâde. Mas Tito não chegava e sua demora estava se tornando angustiante. Ele esperou até que o último navio chegasse a Trôade antes do inverno.

Com a chegada do inverno ele sabia que Tito não veria mais por mar e sim por terra.

Tito havido ido a Corinto, levar uma carta pesada de Paulo, e Paulo ansiava pelo resultado da sua carta. Queria saber se os cristãos de Corinto havia aceitado bem as suas exortações.

Pesava-lhe as preocupações com a Igreja em Corinto, pesava-lhe a preocupação com Tito, e a porta aberta em Troâde com grandes oportunidades, mas paralisado pelo peso da demora de Tito.

Diante de grandes dilemas que afligiam sua mente do apóstolo; diante de escolhas a fazer, de uma posição a tomar, resolve partir para Macedônia pela via terrestre para procurar encontrar Tito que certamente tomaria aquele caminho já que não tinha vindo por mar.

Pensemos nos dilemas e nas preocupações do apóstolo e agora ouçamos seu grito libertário. Graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo.

 Trazemos novamente as considerações de F.F. Bruce –

“Paulo viajou de Atenas para Corinto muito abtido. Provavelmente não fora parte do seu programa, quando atravessou o mar até a Macedônia, virar para o sul, para a província da Acaia. Mas ele fora corrido de uma cidade macedônia para outra, e parecia que, por enquanto, não havia lugar para ele naquela província, apesar de sua certeza anterior de que Deus o chamara para evangelizá-la”.

Seu histórico era, portanto, de fugas, perseguições, prisões, surras, que lhe eram impingidas, mas ele  diz: “Graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo”.

Na verdade Deus é quem triunfa. A vitória de Deus é a nossa vitória. Quando o reino dos céus avança sobre o território inimigo e ali finca as suas estacas, Deus está triunfando, e nós com ele.

O exalar do perfume de Cristo trazendo ressurreição é a vitória de Deus e a vitória de Deus é a nossa vitória.

APLICAÇÕES

  1. Importa mais para o cristão exalar o perfume de Cristo antes de qualquer outro bem, prazer, alegria ou bem estar. É isso que fica demonstrado neste texto. Você deve se perguntar se é assim que você encara a vida cristã.
  2. Os dilemas de Paulo eram entre ir a Macedônia ou ficar em Trôade, esperar Tito ou viajar para encontrá-lo. Dilemas entre alternativas só do reino de Deus. Os dilemas dos cristãos de hoje situam-se entre Deus e o mundo, no coração de Paulo não havia o dilema Deus e o mundo, ele já havia vencido este estágio. O dilema de Paulo era ente ações somente concernentes ao reino dos céus. É assim com você?
  3. Paulo vivia entre o fogo cruzado do inimigo e também enfrentava fogo amigo, mas mesmo assim gritava em triunfo: Graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo.
  4. Paulo conhecia Jesus, era dirigido por ele, na sua missão em Corinto Jesus disse a ele... Seu conhecimento de Jesus chega ao ponto de experimentar sua direção em meio ao fogo cruzado do inimigo e o fogo amigo. Ele o anima e o encoraja, ele é real para você. Você faz parte do jardim de Deus, do templo do Deus vivo, você é o bom perfume de Cristo?
  5. Pensar nas coisas que são de cima, segundo colossensses cap. 3 é viver só dilemas, alternativas dentro do reino, ocupado com os propósitos de Deus.

CONCLUSÃO

Vivemos dias de apostasia, dias que os homens se recusam ouvir a voz de Deus.
Você pode nesta noite ouvir a voz de Deus mostrando para você o caminho da maturidade cristã e da vida espiritual?

Manifestar diariamente, sejam quais forem as circunstâncias, o perfume de Cristo é ter maturidade cristã; entender o significado da nossa vitória a partir do Triunfo de Cristo levando a igreja e todos nós a uma marcha triunfal pelos séculos, até a sua vinda, é ter profundidade espiritual.

Entenda o significado de estar em Cristo, exalando, triunfantemente, o perfume de Cristo, manifestando o conhecimento de Deus, a um mundo caótico sem Deus e esperança.

Pr Edson Quinezzi 

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Texto: Pastor Edson Quinezzi
Transcrição: Inajá Martins de Almeida

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

10.10.2010 - domingo 19 hs - Pr Edson Quinezzi

TRAÇADO DE UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO (V)

Atos 2:42-47

Em cada um de nós há uma ideia de como deve ser uma igreja. Cada um de nós procura um traçado mediante sua percepção de igreja. Enquanto alguns buscam cultos calmos, silenciosos, outros, barulhentos e agitados; há ainda os que precisam de profecias, carismas, o falar em línguas, enfim, cada qual traça um perfil sob seu ponto de vista, com relação ao ideal para uma igreja.

Mas, seria isso o que buscava a Doutrina dos Apóstolos, no início da igreja?

"Que ninguém vos engane com conversas persuasivas..." ( Col 2: 4-23)

No Livro de Atos dos Apóstolos encontramos um traçado, o qual podemos avaliar se nos enquadramos nos moldes de igreja, quando alguns pontos são apontados:

“Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações... E o Senhor lhes acrescentava”.

(At 2:42-47)


1) Perseverança

A igreja que nascia perseverava na Doutrina dos Apóstolos. Hoje, entretanto, percebemos que vivemos um momento de confusão dentro das igrejas contemporâneas. Há várias “doutrinas” espalhando-se em nosso meio. A literatura que prolifera o mercado editorial a cada dia, não condiz com a sã doutrina dos primeiros tempos, muito embora haja muitos livros de boa qualidade, escritores sérios e dignos de serem lidos.

Vivemos um momento de uma “teologia emergente” que nasce de forma irresponsável dentro da igreja e consigo arregimenta adeptos em todos os cantos, num verdadeiro êxodo de igreja para igreja; hinos que não encontram eco - nascem e desaparecem sem deixarem lembranças. Enfim, não há perseverança e comprometimento.

2) Comunhão

A igreja que nascia comungava na Doutrina dos Apóstolos. Não havia disputa, inveja, não se guardava mágoa. Amavam-se uns aos outros, “mantinham a unidade do Espírito no laço da paz”. (Ef 4:2-3)

3) Generosidade

A igreja que nascia “partia o pão”; reunia-se à mesa. Todos os que criam “estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, e dividiam entre todos, segundo a necessidade de cada um.” (At 2:44-45). Ceavam juntos, na verdadeira “Festa do Amor”; não se importavam com classe social – não havia diferença entre seus membros. “... tomavam suas refeições com alegria e sinceridade de coração.” (At 2:46)

4) Adoração

A igreja que nascia louvava a Deus com cânticos e tinha “a simpatia de todo o povo”. (At 2:47). A igreja primitiva falava e salmodiava com hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor de todo o coração. (Ef 5:19)

Os cânticos atingiam o Espírito, quebravam grilhões e os que ouviam se admiravam: eram Paulo e Silas que “oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais presos os ouviam”. (At 16:25-26)

E os hinos de hoje: encontram ecos dentro da igreja?

5) Oração

A igreja que nascia orava “uns pelos outros” (Ti 5:16). Ainda que Pedro estivesse guardado no cárcere “havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”. (At 12:5). E hoje, mantemo-nos em oração tanto dentro da igreja, quanto em nossa reclusão no lar?

6) Evangelizadora

A igreja que nascia percorria casa a casa, dando o testemunho do Evangelho, trazendo pessoas para dentro da igreja “e o Senhor lhes acrescentava, todos os dias, os que iam sendo salvos”. (At 2:47)

Com relação as igrejas na contemporaneidade. Podemos avaliá-las de conformidade com o texto?

Com relação a nós. Podemos nos atribuir notas, tendo em vista os apontamentos que o texto coloca em relevância?


Pastor Edson Quinezzi

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Com o presente texto, Pastor Edson Quinezzi termina o estudo do 2º Capítulo de Atos dos Apóstolos assim compreendido:


  1. O PODER DE DEUS NA FRAQUEZA HUMANAAtos 2:1/13 - (18/07/2010) http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5958823279088706046&postID=5159058099419998436
  2. A DEFESA DA FÉ Atos 2:12/20 - (25/07/2010) - http://igrejabatistabetelsc.blogspot.com/search/label/A%20defesa%20da%20f%C3%A9
  3. AS PROVAÇÕES PELAS QUAIS DEUS PASSOUAtos 2:22-24, 31-33 - (05/09/2010) http://igrejabatistabetelsc.blogspot.com/2010/09/05092010-domingo-19-horas.html
  4. AS EXIGÊNCIAS DO DEUS SOBERANOAtos 2:37-41, Atos 17:30 - (19/09/2010) http://igrejabatistabetelsc.blogspot.com/search/label/As%20exig%C3%AAncias%20do%20Deus%20Soberano
  5. TRAÇADO DE UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO - Atos 2:42/47 - (10/10/2010) http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5958823279088706046&postID=7470235864540691725


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Anotações, transcrições e formatação de Inajá Martins de Almeida

terça-feira, 5 de outubro de 2010

03.10.2010 - 19h domingo - Edward

Louvor – Atos 7:54-58
“Mas Estevão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus de pé à direita de Deus...”
Senhor!
Ache em nós verdadeiros adoradores!
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João 3:1-16
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3:16)
Nessa passagem bíblica, podemos encontrar três pontos fundamentais para nosso entendimento:
1) O amor de Deus
2) A cruz de Cristo
3) O novo nascimento
Nem todas as pessoas vivem o Evangelho como deve ser vivido, aí nos perguntamos:
- qual a motivação para nos levar à igreja?
A Palavra de Deus nos aponta que Nicodemos – aquele que a Bíblia diz ser fariseu e um dos chefes dos judeus – confessou ser Jesus vindo da parte de Deus, entretanto, não viu Jesus a manifestação do Espírito, tal qual pudera sentir quando Pedro lhe fala: - “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo.” (Mt 16:13)
Naquelas palavras evasivas – “Rabi, sabemos que és Mestre, vindo da parte de Deus...”, há apenas cunho intelectual; não há manifestação de espiritualidade. Mostrava-se Nicodemos profundo conhecedor dos ensinamentos de Deus; sabia que os sinais que Jesus manifestava, só poderiam ser possíveis se Deus lhe outorgasse poderes, mas não lhe saíra do Espírito e sim do intelecto.
Podemos perceber que as manifestações do Alto só podem ser vislumbradas quando se há um novo nascimento. Assim, torna-se imprescindível fazermos uma reflexão sobre nossa própria espiritualidade: porque o que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é espírito.
O que faz então a pessoa permanecer na igreja, firme em Jesus Cristo?
Podemos apontar alguns tópicos:
a) Nascer em lar evangélico
Nem sempre crianças que nascem em lares evangélicos, permanecem na igreja e na presença de Jesus. A sedução do “mundo” as convida a não permanecerem, muito embora, tenham conhecimento da Palavra, mas esta não lhe foi sustentável. Não nasceram do Espírito; são da carne e para a carne se voltam. Quantas!
b) Receber convite
Pessoas que se encontram no “mundo” e que recebem convite para participar de reuniões, grupos de orações e se dirigem às comunidades. Podem até se sentirem bem entre o aconchego dos “irmãos”, mas na primeira adversidade, voltam de onde saíram. Não se encontraram em Cristo; não conseguiram ter um encontro com Cristo e voltam para a carne.
c) Buscar bençãos
A sedução pela facilidade de ver seus problemas resolvidos rapidamente, faz com que a procura por algumas igrejas progressistas, que apregoam a prosperidade, atraiam para si multidões; são aquelas falsamente acometidas por conquistas passageiras. São pessoas que não chegam a vislumbrar o Reino de Deus, o qual é muito maior do que as facilidades momentâneas que o “mundo” oferece.
d) buscar soluções rápidas
Questões familiares, doenças, desafetos, são pontos cruciais que fazem com que pessoas se voltem às igrejas, no intuito de soluções rápidas para resolver problemas. Muitas das vezes até chegam a conseguir, mas por não serem nascidas do Espírito, voltam ao ponto de partida.
Somente permanecem firmes, aqueles que buscam a Deus de todo o coração.
– “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração”.(Je 29:13)
Assim é que:
1) O amor de Deus é eterno
O amor de Deus se revelou a nós, quando no princípio lá estava o Verbo que se torna carne.
De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra...” (At 17:26)
Podemos comparar o Seu amor ao da mãe que gera filhos e entre dores os traz à luz e lhe dispensa cuidados.
– “Pode uma mulher se esquecer de seu bebê e deixar de se compadecer do filho de seu ventre? Ainda que ela se esqueça, eu não me esquecerei de ti”. (Is 49:15)
2) A cruz de Cristo
No deserto, quando a nação de Israel sai do Egito, muitos são assolados por serpentes que os levam à morte. Moisés vai à presença de Deus quando Este lhe orienta:
“Faze uma serpente de cobre e coloca-a numa haste; e todo o que for mordido e olhar para ela permanecerá vivo”. (Nu 21:8)
Era então o prenuncio do que viria a ser Jesus para as nações vindouras. Aquele que viria sarar as feridas, curar os enfermos, trazer ânimo aos abatidos, perdoar do pecador os pecados; mostrar o caminho que leva ao Pai.
3) O novo nascimento
Assim é que através do novo nascimento uma nova criatura é gerada.
“Por isso, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas se passaram, eis que tudo se fez novo”. (2Co 5:17)
E nada poderá nos separar do Seu imenso amor, porque estamos convencidos de que:
“Nem a morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem o presente, nem o futuro, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm 8-38-39)
E nós? Será que ainda paira alguma dúvida?

Edward (Igreja Batista Betel de Bauru)
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Sob apontamentos e formatação de Inajá Martins de Almeida